Gentileza é o tipo de coisa que nunca me ocorreu - ou ocorreria - antes de te conhecer. Curiosamente, não era o tipo de coisa que tu tinha te sobra. Acabou inspirando em mim pra te inspirar também. Não sei por quê. Querer ser melhor, sentir prazer em ser melhor...
E depois de três anos que passamos esperando, com todo o tipo de problema, e ainda tendo vários, e tão poucos que tivessem a ver com a
espera antes de ter a ver com a gente mesmo, cada segundo é pensando em ti como da primeira vez. Como se tivesse me apaixonado só há 30 segundos. Também tenho a forte impressão de que é assim mesmo, de me apaixonar de novo a cada vez que penso em ti; o que, como bem sabemos, acontece aproximadamente oitenta e seis mil e quatrocentos segundos por dia.
E saber que dentro de um número pequeno de horas - dois algarismos só, dá pra acreditar? - a espera vai ser página virada
pra sempre e tudo de bom que tu me faz sentir vai ser ininterrupto. Não que já não seja um pouco, mas vai crescer exponencialmente. Como meio que acontece com a gente.
Obrigada por me fazer gostar de gostar, por me encantar por ti a todo instante, por fazer as coisas boas se espalharem por osmose. Por valer tanto a pena que eu esperaria mais três anos, mais trinta, mais trezentos. E por me fazer acreditar mais no que a gente sente do que no que é o normal.
Obrigada também por não ser normal, meu tipo de Donnie Darko.
Eu queria manter isso em poucas palavras, porque qualquer um pode ver... mas, até aí, o que está escrito aqui também está estampado no meu rosto, e todo mundo pode ver também. Então que fique claro, ainda mais: obrigada, Thiago. Por ser tudo isso, tanto que te amar chega a ser incondicional. E ultrapassa, até.
(E eu não paro de escutar Queen, porra.
Fato de que só me lembrei - juro! - depois de tal constatação: tua banda preferida.)